quarta-feira, 27 de julho de 2011

CAMINHADA ECOLÓGICA COM O GRUPO ARANHAS NEGRAS



No primeiro Domingo de agosto, dia 07/08, o GRUPO ARANHAS NEGRAS  vai realizar mais uma caminhada (trilha ecológica) no PARQUE DE PITUAÇU.

O início da caminhada está marcado para às 07:30 da manhã, mas chegue um pouquinho mais cedo, às 07:00, para as primeiras orientações.


ATENÇÃO 

HOUVE UMA PEQUENA MUDANÇA NO PONTO DE ENCONTRO, QUE ANTES SERIA NA PASSARELA DO EXTRA PARALELA AGORA SERÁ NA ENTRADA DO PARQUE DE PITUAÇU (VIA ORLA)  ACREDITO QUE TODOS CONHECEM, CORRETO? EM CASO DE DÚVIDAS ENTRE EM CONTATO CONOSCO, OK! 

CONTATOS: 8130-1927 (Falar com Danilo)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O QUE É RAPPEL?



A palavra rapel vem do francês rappel  e quer dizer "chamar" ou "recuperar". Para explicar a origem da palavra começamos pelo seu criador Jean Charlet-Stranton. Por volta de 1879, a técnica foi inventada, meio "sem querer" por Jean e seus companheiros Prosper Payot e Frederic Folliguet, durante a conquista do Petit Dru, um paredão de rocha coberta de gelo e neve, perto de Chamonix, na França. 



A palavra surgiu quando Jean explicava a técnica: "je tirais vivement par ses bouts la corde qui, on se le rappelle...." que quer dizer em tradução livre "Quando chegava perto de meus companheiros eu puxava fortemente a corda por uma de suas pontas e assim a trazia de volta para mim". Ele chamava a corda de volta ao terminar a escalada e a descida de uma montanha ou pico. Da criação inicial do francês surgiria uma técnica de descida derivada do alpinismo que passou a ser usada, principalmente, na exploração de grutas e cavernas e em resgates. 

Até hoje, o rapel é usado nas forças armadas para resgates, ações táticas e explorações, por ser a forma mais rápida de descer algum obstáculo. No Brasil, o Rapel surgiu há aproximadamente15 anos com os primeiros espeleólogos. 

Aos poucos o rapel foi se tornando uma forma de atividade praticada nos fins-de-semana, à medida que as explorações e técnicas foram se popularizando, surgindo assim novas modalidades e somente nos últimos anos ele tem sido visto como desporto. 

Um exemplo de como está se tornando um esporte radical é a modalidade chamada indoor, com paredes especialmente desenvolvidas para o esporte. Os rapeleiros também descem grutas, cachoeiras, pontes e até prédios. Como em todo esporte, o rapel tem suas técnicas básicas. Quando os pés têm contato com a parede, durante a descida, utilizam-se as técnicas de rapel em positivo. Quando praticado em vãos livres, onde não há contato dos pés com a parede, a técnica é de rapel em negativo. Para cada técnica é possível realizar algumas manobras como saltos, giros e descidas de ponta-cabeça. 

Mas se engana quem pensa que um esporte para ser radical tem que ser perigoso. O rapel é um esporte seguro. Praticado com responsabilidade, deve ser executado em grupo, onde um integrante é sempre responsável pela vida de outro. São, no mínimo, três participantes. Um é responsável por colocar o praticante na corda, conferir se seu equipamento está correto e orientá-lo no momento da abordagem. O praticante atual é quem vai fazer a descida. A segurança é garantida por uma pessoa que fica em baixo, segurando a corda, atento a qualquer distração ou erro do praticante. 

Mesmo para quem vai praticar apenas como lazer há aulas com as instruções, um treinamento com o equipamento e só depois os praticantes seguem para o rapel, sempre acompanhados por uma equipe. Tanto cuidado é compensador.




Estilos de rapel
  • Inclinado: É o tipo de rapel mais simples de ser executado. Ele é feito em uma parede com menos de 90º de inclinação;
  • Vertical: Diferencia do rapel inclinado apenas na saída, onde dependendo do ponto de fixação da corda, pode-se ter um alto nível de força na cadeirinha (bouldrier) devido à passagem do plano horizontal para o vertical;
  • Negativo: É feito sem o contato dos membros inferiores com qualquer tipo de "meio" (pedra, parede, etc). O ponto crítico é a saída, pois se fica quase de cabeça para baixo e há um nível muito alto de pressão na cadeirinha e no freio. É um dos mais praticados hoje;
  • Invertido negativo: Feito nas mesmas condições do rapel negativo, sendo que após a saída, toma-se posição de cabeça para baixo;
  • Frente inclinada: Nas mesmas condições que o inclinado, sendo este de frente para a descida. Esta é uma posição em que a força da gravidade atua mais do que no inclinado;
  • Cachoeira (canyoning): Praticado em paredes de quedas d'água este tipo de rapel, enfrenta pedras escorregadias e a força da queda d'água;
  • Intercalado: Nesta modalidade faz-se "escalas". Desce-se com a corda dobrada e a prende em um outro ponto de fixação. A descida obedece uma sequencia estabelecida anteriormente.





Equipamentos
  • Mosquetões de aço: Usados na ancoragem da corda em que é feita a descida. São os recomendados por terem uma resistência e durabilidade;
  • Mosquetão de alumínio: Servem para ligar o Freio à cadeirinha;
  • Fitas Solteiras: São as mais aconselhadas para se fazer ancoragens;
  • Cordas: Usadas para fazer a descida (Nylon e o Polipropileno), devem ser do tipo que possuem "alma", ou seja, que tenham um núcleo trançado independente além da capa (parte externa);
  • Luvas: Servem para proteger a mão do praticante contra queimaduras e ajudam a dar mais atrito na hora de reduzir a velocidade da descida;
  • Capacete: Protege de vários perigos, desde deslizamentos de pedras à queda acidental de um equipamento de um praticante que esteja acima;
  • Freio 8 (ou blocante): De aço ou alumínio é usado para torcer a corda, aumentando o atrito e assim, reduzindo a velocidade da descida;
  • Cadeirinha (bouldrier): É uma espécie de "cinta" que envolve as pernas e os quadris. Pode ser fabricada (costurada em modelos) ou pode ser feita de cabo solteiro (pedaço de corda do mesmo material usado na corda do rapel.